Estamos preparando nossa próxima roda de diálogos, sobre a "cesárea necessária". A idéia é trazer relatos de casos em que a cesárea ocorreu por indicação clínica - e a lista para estas indicações, se nos pautarmos em Medicina baseada em evidências científicas - é bastante restrita.
A ideia de pensar a cesárea por este viés se deu porque ele é muito pouco explorado nos atendimentos ao pré-natal e ao parto em si. Em outras palavras, várias justificativas são amplamente utilizadas para as cesáreas, porém, poucas delas estão pautadas em necessidades clínicas. Afinal de contas, que casos são estes em que a extração cirúrgica do bebê é a maneira mais segura para mãe e filho?
Estamos preparando uma conversa bem legal sobre este e outros temas relacionados. Sintam-se convidadas/os, vamos tirar dúvidas e expressar nosso modo de perceber parto e nascimento!
A III Roda de Diálogos do Narativas do Nascer vai acontecer dia 15 de outubro, na Livraria Cultura, às 12h30.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Sobre nossa II Roda de Diálogos
Nossa II Roda de Diálogos foi tão gratificante quanto a primeira, e estamos super entusiasmados com todas as "narrativas" que estamos ouvindo. Aos poucos, nosso projeto vai ganhando um contorno, e a importância de se ouvir as experiências de cada mulher que deseja falar sobre seus partos vai se mostrando algo muito importante.
No último encontro, tivemos três mulheres multíparas. Embora não as tenhamos convidado por este motivo, todas elas tveram partos hospitalares e depois domiciliares.
Patrícia falou de um parto cheio de intervenções (um parto "Frank", como é conhecido pelas pessoas próximas do movimento pela humanização do parto), com direito a todas as intervenções desnecesárias e prejudiciais, segundo os protocolos da OMS, como ruptura artificial da bolsa d'águas, manobra de Kristeller, manobra de Valsalva, episiotomia, corte precoce do cordão umbilical... Procedimentos que foram relacionados por ela a sequelas física que ela tem até hoje e ao nascimento de seu filho em estado risco de vida. "A culpa era do parto", ela pensava, algo que ela passou a ver de uma maneira diferente a partir da segunda gestação. Seu segundo parto foi natural, domiciliar, e ela fala desta experiência como tendo sido importante para a "cura" de traumas do primeiro parto.
Biahnca falou de dois partos naturais, na água, o primeiro atendido por uma equipe bastante humanizada em um hospital, o segundo desassistido, em casa (a parteira chegou logo após o nascimento da filha). Foi a experiência satisfatória do primeiro parto, com apenas alguns desconfortos por estar num hospital e precisar ouvir comentários indesejados e seguir certos protocolos que a impulsionou para um parto domiciliar.
A terceira "narradora" veio de Palmares com a parteira Dona Edite. Patrícia havia tido dois partos hospitalares e Dona Edite disse que ela não queria de forma alguma vltar para uma maternidade, por isso a escolheu para atendê-la. Patrícia foi sucinta e apenas enfatizou como "mexeram" com ela, com seu corpo, no hospital. Gritavam com ela para que fizesse força, e ela não conseguia responder aos estímulos. Ela contou que bateram em seu rosto para despertá-la e subiram em cima de sua barriga - mais do que uma manobra de Kristeller, parece que Patrícia foi vítima de violência institucional mesmo. Sem entrar em detalhes, Patrícia disse que a chegada de seu menino com o atendimento de Dona Edite foi bem mais tranquila - e seu bebê de três meses é um bebê muuuuito tranquilo!
Dona Edite falou de alguns procedimentos que costuma fazer: o chá de pimenta do reino e o café com manteiga para aumentar as dores, as massagens nas costas e barriga das mulheres, o cuidado com a mulher nos próximos 7 dias após o parto. Também falou dos casos em que "não é pra ela", os casos que encaminha para o hospital: um recente de prolapso de cordão umbilical, o primeiro que ela viu até hoje, até outros aspectos que nos parecem mais intuitivos, como os relacionados à "falta de passagem".
Nossa doula, Dan Gayoso, falou sobre a diversidade de experiências possíveis de parto, e da diversidade de classificações de tipos de parto, e como, no âmbito de nosso projeto, esta diversidade está relacionada a diferentes modelos de atendimento. Lembramos de três modelos que vimos coexistir em nossa sociedade, assistindo a vídeos: um parto com bastante intervenção e sem o protagonismo da mulher; partos protagonizados pela mulher, com equipes pouco intervencionistas, mesmo em casos como o parto de gêmeos, na água; além do modelo de atendimento que vimos chamando de "da tradição", que foi bem apresentado por Dona Edite.
No último encontro, tivemos três mulheres multíparas. Embora não as tenhamos convidado por este motivo, todas elas tveram partos hospitalares e depois domiciliares.
Patrícia falou de um parto cheio de intervenções (um parto "Frank", como é conhecido pelas pessoas próximas do movimento pela humanização do parto), com direito a todas as intervenções desnecesárias e prejudiciais, segundo os protocolos da OMS, como ruptura artificial da bolsa d'águas, manobra de Kristeller, manobra de Valsalva, episiotomia, corte precoce do cordão umbilical... Procedimentos que foram relacionados por ela a sequelas física que ela tem até hoje e ao nascimento de seu filho em estado risco de vida. "A culpa era do parto", ela pensava, algo que ela passou a ver de uma maneira diferente a partir da segunda gestação. Seu segundo parto foi natural, domiciliar, e ela fala desta experiência como tendo sido importante para a "cura" de traumas do primeiro parto.
Biahnca falou de dois partos naturais, na água, o primeiro atendido por uma equipe bastante humanizada em um hospital, o segundo desassistido, em casa (a parteira chegou logo após o nascimento da filha). Foi a experiência satisfatória do primeiro parto, com apenas alguns desconfortos por estar num hospital e precisar ouvir comentários indesejados e seguir certos protocolos que a impulsionou para um parto domiciliar.
A terceira "narradora" veio de Palmares com a parteira Dona Edite. Patrícia havia tido dois partos hospitalares e Dona Edite disse que ela não queria de forma alguma vltar para uma maternidade, por isso a escolheu para atendê-la. Patrícia foi sucinta e apenas enfatizou como "mexeram" com ela, com seu corpo, no hospital. Gritavam com ela para que fizesse força, e ela não conseguia responder aos estímulos. Ela contou que bateram em seu rosto para despertá-la e subiram em cima de sua barriga - mais do que uma manobra de Kristeller, parece que Patrícia foi vítima de violência institucional mesmo. Sem entrar em detalhes, Patrícia disse que a chegada de seu menino com o atendimento de Dona Edite foi bem mais tranquila - e seu bebê de três meses é um bebê muuuuito tranquilo!
Dona Edite falou de alguns procedimentos que costuma fazer: o chá de pimenta do reino e o café com manteiga para aumentar as dores, as massagens nas costas e barriga das mulheres, o cuidado com a mulher nos próximos 7 dias após o parto. Também falou dos casos em que "não é pra ela", os casos que encaminha para o hospital: um recente de prolapso de cordão umbilical, o primeiro que ela viu até hoje, até outros aspectos que nos parecem mais intuitivos, como os relacionados à "falta de passagem".
Nossa doula, Dan Gayoso, falou sobre a diversidade de experiências possíveis de parto, e da diversidade de classificações de tipos de parto, e como, no âmbito de nosso projeto, esta diversidade está relacionada a diferentes modelos de atendimento. Lembramos de três modelos que vimos coexistir em nossa sociedade, assistindo a vídeos: um parto com bastante intervenção e sem o protagonismo da mulher; partos protagonizados pela mulher, com equipes pouco intervencionistas, mesmo em casos como o parto de gêmeos, na água; além do modelo de atendimento que vimos chamando de "da tradição", que foi bem apresentado por Dona Edite.
sábado, 10 de setembro de 2011
Qual seu tipo de parto? II Roda de Diálogos do Narrativas do Nascer
No próximo dia 17 de setembro faremos nosssa II Roda de Diálogos, com o tema Qual seu tipo de parto?
A ideia deste encontro é entender melhor a variedade de experiências possíveis e de diferentes tipos de atendimento ao parto normal.
Para o evento deste mês, convidamos três mulheres com experiências variadas de parto, uma parteira, uma doula e uma obstetra.
Qual seu tipo de parto? II Roda de Diálogos do Narrativas do Nascer
Realização: Narrativas do Nascer/DAM/UFPE e Instituto Nômades
Apoio: Proext/UFPE e Livraria Cultura
Local: Livraria Cultura Paço Alfândega – Recife
Data: 17 de setembro | 12h30min
Quer fazer seu relato de parto nas Rodas de Diálogo do Narrativas do Nascer? Comente esta postagem...
A ideia deste encontro é entender melhor a variedade de experiências possíveis e de diferentes tipos de atendimento ao parto normal.
Para o evento deste mês, convidamos três mulheres com experiências variadas de parto, uma parteira, uma doula e uma obstetra.
Qual seu tipo de parto? II Roda de Diálogos do Narrativas do Nascer
Realização: Narrativas do Nascer/DAM/UFPE e Instituto Nômades
Apoio: Proext/UFPE e Livraria Cultura
Local: Livraria Cultura Paço Alfândega – Recife
Data: 17 de setembro | 12h30min
Quer fazer seu relato de parto nas Rodas de Diálogo do Narrativas do Nascer? Comente esta postagem...
terça-feira, 6 de setembro de 2011
A I Roda de Diálogos
Fizemos nossa primeira Roda de Diaálogo no último dia 17 de agosto, na Livraria Cultura. Tivemos cinco mulheres relatando seus partos (cesárea desnecessária + parto domiciliar; cesárea necessária, de emergência; parto normal hospitalar; cesárea + parto induzido, com bebê pélvico + parto natural, com bebê pélvico; cesárea eletiva). Também contamos com quatro profissionais de saúde, sendo três enfermeiras obstetras (duas delas com experiências de parto) e uma obstetra.
Os relatos foram riquíssimos. Lamentamos apenas não ter tido mais tempo para conversarmos sobre cada experiência.
A presença das enfermeiras obstetras foi muito importante para pensarmos sobre o modelo predominante de assistência ao parto no Brasil, centrado na técnica do médico obstetra. Os enfermeiros, nos parece, podem ter um papel estratégico num atendimento ao parto menos invasivo. A obstetra convidada falou um pouco sobre o que é remar contra a maré cesarista hegemônica - trouxe um dado alarmante de taxas de cesáreas que alcançam 95% em alguns hospitais particulares de Recife. Neste contexto, assumir que uma mulher pode escolher pelo tipo de parto que quer pode ser um pouco ingênuo.
Já os relatos das mulheres com experiências de parto, incluindo as duas profissionais que relacionaram suas experiências como parturientes e como enfermeiras, trouxe uma série de questões. Muitas destas estão relacionadas a "poder": o poder do profissional que decide sobre o parto ou cesárea da mulher; o empoderamento que as mulheres alcançam através da informação; o empoderamento necessário para um diálogo com os profissionais sobre as preferências com relação ao parto; o poder que extirpado da mulher que se submete a uma cesárea eletiva; o empoderamento fruto das experiêcias de partos fisiológicos, com o protagonismo da mulher sendo incentivado, permitido, estimulado.
Já estamos programando nossas próximas Rodas, e esperamos que elas sejam tão satisfatórias para todas/os nós quanto foi esta primeira - tão satisfatórias quanto deveriam ser todas as experiências de trazer ao mundo novos seres humanos.
Os relatos foram riquíssimos. Lamentamos apenas não ter tido mais tempo para conversarmos sobre cada experiência.
A presença das enfermeiras obstetras foi muito importante para pensarmos sobre o modelo predominante de assistência ao parto no Brasil, centrado na técnica do médico obstetra. Os enfermeiros, nos parece, podem ter um papel estratégico num atendimento ao parto menos invasivo. A obstetra convidada falou um pouco sobre o que é remar contra a maré cesarista hegemônica - trouxe um dado alarmante de taxas de cesáreas que alcançam 95% em alguns hospitais particulares de Recife. Neste contexto, assumir que uma mulher pode escolher pelo tipo de parto que quer pode ser um pouco ingênuo.
Já os relatos das mulheres com experiências de parto, incluindo as duas profissionais que relacionaram suas experiências como parturientes e como enfermeiras, trouxe uma série de questões. Muitas destas estão relacionadas a "poder": o poder do profissional que decide sobre o parto ou cesárea da mulher; o empoderamento que as mulheres alcançam através da informação; o empoderamento necessário para um diálogo com os profissionais sobre as preferências com relação ao parto; o poder que extirpado da mulher que se submete a uma cesárea eletiva; o empoderamento fruto das experiêcias de partos fisiológicos, com o protagonismo da mulher sendo incentivado, permitido, estimulado.
Já estamos programando nossas próximas Rodas, e esperamos que elas sejam tão satisfatórias para todas/os nós quanto foi esta primeira - tão satisfatórias quanto deveriam ser todas as experiências de trazer ao mundo novos seres humanos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Parto Normal ou Cesárea?
Passados alguns meses de projeto, preparamo-nos para o início de nosso trabalho de campo, coletando relatos de parto em encontros de casais, entrevistas e internet. Paralelamente, uma feliz notícia vinda de nossa parceira (e uso o termo no feminino por convicção pessoal): o Instituto Nômades, junto com o Ishtar - Espaço para gestantes, deu início ao Gerando Cultura, um projeto apoiado pela Livraria Cultura, que cedeu um espaço aos sábados para o debate de questões relativas à gravidez, parto, maternidade, paternidade e puericultura. Assim, as Rodas de Diálogo do Narrativas do Nascer passam a integrar esta programação, fazendo parte de uma iniciativa mais ampla pela promoção de experiências mais informadas e satisfatórias em nossas famílias e vidas.
E nossa primeira Roda de diálogo está chegando! Será dia 20 de agosto. Escolhemos como tema inicial: Parto Normal ou Cesárea? por diversos motivos: porque nos parece que esta é uma questão diante da qual toda mulher se depara quando engravida, seja pelas convicções anteriores sobre os benefícios ou dores de uma ou outra opção, seja pelos caminhos a serem trilhados para que seu filho chegue ao mundo da maneira como esperou. Porque para os profissionais que atendem partos e nascimentos esta também é uma escolha importante, que diz respeito à maneira mais saudável pela qual mulher e bebê passarão pelo momento do parto e do nascimento. Porque numa perspectiva de busca de políticas públicas que melhorem a maneira de se nascer no Brasil (algo do qual já estamos plenamente convictas da urgente necessidade), tanto uma quanto outra forma de parto poderia ser repensada: as cesáreas poderiam ser melhor informadas, os partos normais poderiam ser menos traumáticos. E neste contexto, ouvir o que as mulheres têm a dizer sobre suas esperiências nos parece fundamental, assim como as perspectivas dos profissionais que as atendem.
A I Roda de Diálogo do Narrativas do Nascer acontecerá na Livraria Cultura do Paço Alfândega, a partir das 10 horas. Será uma bela oportunidade de contarmos nossas experiências, ouvirmos relatos variados e aprender com o nós e outras mulheres vivenciamos, e o que profissionais de diferentes formações tem a nos dizer sobre Parto Normal e Cesárea.
Ah! Homens também são bem-vindos, é claro!
Parto Normal ou Cesárea?
I Roda de Diálogos do projeto Narrativas do Nascer
Sábado, 20 de agosto de 2011
10 horas
Livraria Cultura Paço Alfândega - Recife
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Começo de conversa
Dia 10 de maio de 2011 será o lançamento do Projeto de Pesquisa e Extensão Narrativas do Nascer. Faremos um encontro para apresentar nossa proposta, nossa equipe, convidar alunos e alunas de graduação e pessoas da comunidade a participarem desta iniciativa.
O Projeto: As diversas maneiras de se vir ao mundo nos fazem pensar que parto e nascimento (o primeiro, experiência feminina e o segundo, experiência do recém-nascido) são eventos ao mesmo tempo naturais e culturais. Naturais porque faz parte da natureza humana enquanto animais gerar filhos. Culturais porque a maneira como estes filhos são trazidos ao mundo são diversas.
A ideia do Projeto Narrativas do Nascer é abordar parto e nascimento como eventos culturais, que envolvem crenças, rituais e discursos variados. O projeto de pesquisa pretende ouvir profissionais que atendem a partos e mulheres que tiveram seus filhos nos últimos cinco anos, buscando tanto suas 'concepções' sobre o que é a gestação e o parto e os cuidados necessários nestes momentos, quanto o relato das experiências das mulheres e, eventualmente, seus companheiros.
O projeto de extensão tem o objetivo de trazer a público estes discursos e relatos, numa rica troca de experiências. Aqui teremos a oportunidade de conhecer a pluralidade de procedimentos no atendimento à mulher e ao recém-nascido, a forma como estas práticas são recebidas e o seu impacto nas experiências das mulheres e suas famílias. Será um importante instrumento de empoderamento feminino, através do acesso à informação.
O foco desta ação nos relatos de parto é uma forma de refletir não apenas sobre os rituais do parto e do nascimento, mas também sobre a construção pessoal de memórias sobre si mesma, a partir de um dos mais marcantes eventos da vida, da sexualidade e dos afetos das mulheres.
O projeto está sendo coordenado pela Profa. Elaine Müller, antropóloga, do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE; em parceria com o Instituto Nômades.
O que: lançamento do Projeto Narrativas do Nascer
Local: Auditório DAM | 13. Andar CFCH
Quando: 10/05/2011 | 14 horas
Programação: apresentação do projeto e da equipe | rituais e fisiologia do parto | exibição e debate de vídeos
(para os interessados em participar do projeto enquanto pesquisadores e extensionistas, o evento servirá de treinamento inicial)
O Projeto: As diversas maneiras de se vir ao mundo nos fazem pensar que parto e nascimento (o primeiro, experiência feminina e o segundo, experiência do recém-nascido) são eventos ao mesmo tempo naturais e culturais. Naturais porque faz parte da natureza humana enquanto animais gerar filhos. Culturais porque a maneira como estes filhos são trazidos ao mundo são diversas.
A ideia do Projeto Narrativas do Nascer é abordar parto e nascimento como eventos culturais, que envolvem crenças, rituais e discursos variados. O projeto de pesquisa pretende ouvir profissionais que atendem a partos e mulheres que tiveram seus filhos nos últimos cinco anos, buscando tanto suas 'concepções' sobre o que é a gestação e o parto e os cuidados necessários nestes momentos, quanto o relato das experiências das mulheres e, eventualmente, seus companheiros.
O projeto de extensão tem o objetivo de trazer a público estes discursos e relatos, numa rica troca de experiências. Aqui teremos a oportunidade de conhecer a pluralidade de procedimentos no atendimento à mulher e ao recém-nascido, a forma como estas práticas são recebidas e o seu impacto nas experiências das mulheres e suas famílias. Será um importante instrumento de empoderamento feminino, através do acesso à informação.
O foco desta ação nos relatos de parto é uma forma de refletir não apenas sobre os rituais do parto e do nascimento, mas também sobre a construção pessoal de memórias sobre si mesma, a partir de um dos mais marcantes eventos da vida, da sexualidade e dos afetos das mulheres.
O projeto está sendo coordenado pela Profa. Elaine Müller, antropóloga, do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE; em parceria com o Instituto Nômades.
O que: lançamento do Projeto Narrativas do Nascer
Local: Auditório DAM | 13. Andar CFCH
Quando: 10/05/2011 | 14 horas
Programação: apresentação do projeto e da equipe | rituais e fisiologia do parto | exibição e debate de vídeos
(para os interessados em participar do projeto enquanto pesquisadores e extensionistas, o evento servirá de treinamento inicial)
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